Setor Social

Entenda a importância de um plano de negócios para sua ONG

Por 3 de maio de 2018 Sem comentários

O Brasil possui mais de 550 mil organizações sem fins lucrativos espalhadas por todo seu território e que atuam das mais diversas formas como em educação, saúde, esporte, inclusão social, entre outros. O que a maioria dessas organizações têm em comum é o fato de não estabelecerem um claro e estruturado planejamento em relação ao modo pelo qual sua missão e sua causa são colocadas em prática. Dessa maneira, tanto grandes Fundações quanto pequenas ONG’s passam por dificuldades em seus serviços finais por falta de estruturas e técnicas gerenciais.

Essas dificuldades expressam a incapacidade de captar recursos, por exemplo, uma vez que um projeto não estruturado acaba por não passar credibilidade aos possíveis financiadores, que buscam garantias de que seus recursos financeiros serão convertidos em impacto social.

Levando em conta esse contexto, cada vez mais ferramentas utilizadas no Segundo Setor tornam-se de extrema utilidade para as Organizações Sociais. E o Plano de Negócios é uma delas.

O Sebrae define um Plano de Negócios como: “(…) um documento que descreve por escrito os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas. ”

Esse documento, no final das contas, tem como objetivo descrever de maneira minuciosa o serviço oferecido e tal descrição garante que poucos imprevistos ocorram (fator comum na realidade do setor social). Isso significa que todas as organizações do Terceiro Setor que desejam causar um impacto social efetivo podem e devem usufruir dessa ferramenta.

Contudo, a elaboração e a aplicação de um Plano de Negócios não são tarefas fáceis. Assim como no Segundo Setor, a pluralidade das organizações sociais é um fator que determina o tipo de plano estrutural que deve ser efetuado.

A Consultoria Júnior Pública – FGV, em seus projetos de Plano de Negócios Sociais, trabalha com três realidades estruturais:

1. Organizações em fase embrionária

O gestor possui uma ideia de escopo (serviço) e público-alvo, não havendo ainda uma formalização/operacionalização de sua estrutura e funcionamento. O Plano de Negócios, por sua vez, é responsável por descrever a maneira pela qual o objetivo final da organização será alcançado.

2. Organizações que desejam reformular suas linhas de negócio

Organizações que já possuem experiência precisam acompanhar a evolução das demandas que estão suprindo e, muitas vezes, seu portfólio de serviços encontra-se desatualizado. Dessa maneira, o potencial de impacto, que uma organização possui, pode ser afetado. Um Plano de Negócios é essencial para que essas mudanças ocorram de maneira estruturada e efetiva. Outras vezes uma reformulação de linha de negócio pode representar reestruturações completas e aumento na captação de recursos, por exemplo.

3. Organizações que desejam criar novas linhas de negócio

Essas instituições, na maioria das vezes, já possuem uma forte identidade organizacional e uma imagem consolidada em relação ao seu público-alvo e financiadores. Criar uma nova linha de negócio, utilizando a ferramenta de Plano de Negócios, tem como objetivo aumentar o impacto causado, usufruindo de seu próprio potencial. Para que isso ocorra, o novo serviço deve ser bem estruturado e adequado para a realidade de cada organização, se alinhando com seus valores e objetivos finais de impacto.

A importância da ferramenta do Plano de Negócios se torna mais tangível ao pensarmos como cada tipo de instituição pode aplicá-lo a sua realidade. Ele possui a capacidade de estruturar uma ideia (linha de negócio) e oferece de maneira simples a visualização de um panorama geral (descrição da organização como um todo).

Dessa maneira, mostra-se imprescindível que tanto pequenas instituições quanto grandes organizações venham a utilizar ferramentas gerenciais que não só facilitem o seu funcionamento operacional, mas que também auxiliem em aspectos que envolvem grandes tomadas de decisão.

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