A realidade das organizações sociais é repleta de ideais criativas que envolvem as suas atitudes com o público alvo e com a organização institucional da ONG. Por isso é preciso que ocorra um direcionamento para que as suas ideias possam sair do papel e façam parte do cotidiano da organização. Para tanto se pode usar como ferramenta o Plano de Negócios para a área social.

Esta ferramenta é entendida como um documento onde há todos os dados relacionados a sua organização como uma forma de alinhar as estratégias, o seu plano de ação para atingir os seus objetivos e a sua identidade organizacional. Ele perpassa todas as linhas de negócios da organização para poder identificar quais ações que podem vir a serem feitas para gerar um maior impacto das atividades realizadas.

O Plano de Negócios tem como objetivo a integração da equipe em torno de um objetivo da ONG. Permitindo, assim revisões para se adequar às demandas que surgem, pois se sabe que as atividade estão sujeitas às mudanças internas e externas da organização, e ser um instrumento de gestão. Para mais é uma forma de comunicar os seus procedimentos para o público interessado, os beneficiários ou afetado pelas as atividades da organização.

Essa ferramenta pode ser aplicada no momento que a organização está iniciando as suas atividades, a chamada fase embrionária, onde o plano de negócios atua como uma forma de auxiliar na estruturação dos meios para que a organização possa atingir os seus objetivos. Para além da fase embrionária, o Plano de Negócios pode ser feito na etapa de criação das linhas de negócios que consistem nas áreas de atuação da organização. Nesta fase a ferramenta funciona como uma forma de auxiliar a ONG para que ela consiga expandir o impacto de suas atividades utilizando do seu potencial. Enquanto que na etapa de reformulação das linhas de negócios é preciso levar em consideração as mudanças que ocorrem na realidade organizacional, por isso o Plano de Negócios deve ser usado como uma forma de se adequar às novas demandas tendo em vista essas modificações.

Os passos que podem ser usados para a criação dessa ferramenta é, inicialmente, a definição das linhas de negócios, isto é, as áreas com as quais a ONG pretende atuar, por isso é necessário que elas sejam claras e bem definidas. O próximo passo é compreender a identidade da sua organização, ou seja, quais são os princípios que norteiam a sua ação, os propósitos da organização e qual o lugar que pretende chegar por meio de suas atividades. É preciso ressaltar que esses passos precisam estar bem alinhados em sua organização e que levem em consideração a sua realidade para que o planejamento atue em nome dos objetivos estipulados. Por fim, esse processo deve estar firmado em uma estrutura de gestão que esteja em conformidade com as estratégias da sua organização.

Pontuados as etapas para a elaboração do Plano de Negócios é preciso ressaltar a importância desse processo, pois é por meio dele que se vislumbra os objetivos da sua organização, as prioridades, o público alvo e o segmento de atuação. Além disso, o Plano de Negócios deve ser elaborado tendo em vista a sua aplicabilidade, isto é, deve ser realizado uma análise de viabilidade. Essa análise consiste em uma avaliação de quais meios de atuação são propensos a realizar o impacto almejado, o quão as ações vão demandar dos recursos e dos membros da ONG. É partir desse diagnóstico que a organização consegue elaborar um Plano de Negócios que conduza com a realidade da ONG e com os objetivos que ela procura atingir.

Sendo assim, o Plano de Negócios é uma ferramenta fundamental para que a organização consiga alinhar os seus objetivos e a sua forma de atuação levando em consideração a sua realidade organizacional. Ademais, é um mecanismo que pode ser aplicado em qualquer fase que a organização esteja vivenciando desde que tenha bem nítido a sua necessidade e, por fim, é um dos meios de fazer com que os planos saiam do papel e se tornem realidade para a ONG.